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Polifonia de Jacone representa Macau na Bienal de Veneza, criando um diálogo multicultural que transcende o tempo e o espaço

Diários de Viagem Silenciosos(Eric Fok Hoi Seng)

Organizada pelo Instituto Cultural do Governo da Região Administrativa Especial de Macau e implementada pelo Museu de Arte de Macau, a exposição Polifonia de Jacone será a exposição que representará Macau, China, na 61.ª Exposição Internacional de Arte La Biennale di Venezia – Evento Colateral de Macau, China, que será inaugurada em Veneza, Itália, no dia 8 de Maio de 2026. Com curadoria conjunta de Feng Yan e Ng Sio Ieng, a mostra reúne os artistas Eric Fok Hoi Seng, O Chi Wai e Veronica Lei Fong Ieng. Através de um conjunto diversificado de obras que abrangem instalação, pintura e vídeo, o projecto emprega uma estrutura narrativa polifónica para reinterpretar a viagem criativa transcultural e a busca espiritual do pintor, poeta católico Wu Li (conhecido em português como Jacone), do início da dinastia Qing. Ao fazê-lo, examina a ressonância da cultura, da fé e do espírito no contexto da globalização e responde directamente ao tema central da Bienal deste ano, Em Tons Menores.

Em 1681, durante o reinado de Kangxi, Wu Li viajou para sul, até Macau, com a intenção de seguir para Roma onde estudaria teologia. Embora nunca tenha chegado à Europa, residira algum tempo em Macau, onde se dedicou aos estudos teológicos e documentou a singular convergência das culturas chinesa e ocidental na sua colectânea de poesia Sanba Ji (Poemas de S. Paulo). Tendo como ponto de partida esta figura pioneira do intercâmbio intercultural, a exposição é concebida como uma viagem sequencial que liga quatro galerias interiores com o espaço exterior envolvente, criando um circuito narrativo fechado que une o passado e o presente. Através da linguagem da arte contemporânea, o projecto dá forma à viagem à Europa que Wu Li não conseguiu realizar. Ao recuperar fragmentos do passado, a exposição traça as raízes culturais de Macau, celebra a inclusão e a inovação cultural e destaca a herança multicultural singular da cidade e a sua perene vitalidade.

No ano passado, o Instituto Cultural convidou os curadores finalistas do Projecto de Curadoria Local da “Arte Macau: Bienal Internacional de Arte de Macau 2025” a apresentarem propostas para o Evento Colateral de Macau, China, na Bienal de Veneza, a partir das quais foi seleccionado o conceito final. A equipa vencedora reúne uma vasta experiência curatorial e artística. Os curadores Feng Yan e Ng Sio Ieng têm um extenso currículo na área da arte contemporânea, enquanto Eric Fok Hoi Seng, O Chi Wai e Veronica Lei Fong Ieng são artistas promissores, naturais de Macau, que participaram em inúmeras exposições e iniciativas artísticas tanto a nível local como internacional, e cuja expressão artística está profundamente ligada a questões de identidade cultural e diálogo inter-regional.

Desde a sua estreia na Bienal de Veneza, em 2007, esta é a décima participação de Macau, neste que é o maior e mais antigo palco internacional de arte do mundo, continuando a apresentar a um público global o carácter singular e o dinamismo criativo da sua arte contemporânea. A exposição Polifonia de Jacone dá continuidade ao compromisso constante do Evento Colateral de Macau com o tecido histórico da cidade, ao mesmo tempo que reformula o discurso transcultural através de um vocabulário com ressonância internacional. A exposição estará patente de 9 de Maio a 22 de Novembro de 2026 no Arsenale, Campo della Tana, Castello 2126/A, 30122, Veneza, Itália, com entrada gratuita. Para mais informações, é favor visitar a página electrónica do Museu de Arte de Macau emwww.MAM.gov.mo/pt.

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