Foto de grupo dos convidados
Organizada pelo Instituto Cultural da Região Administrativa Especial de Macau e concretizada pelo Museu de Arte de Macau, a exposição Polifonia de Jacone, Exposição de Macau, China na 61.ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Veneziafoi oficialmente inaugurada em Veneza, Itália, a 8 de Maio de 2026. Com curadoria de Feng Yan e Cindy Ng Sio Ieng, a mostra toma como fio narrativo a trajectória de vida do pintor, e poeta convertido ao catolicismo da dinastia Qing inicial, Wu Li (conhecido em português como Jacone), bem como a confluência cultural de Macau. Reúne três artistas de Macau – Eric Fok Hoi Seng, O Chi Wai e Veronica Lei Fong Ieng – que, através de uma lente contemporânea, desconstroem e reimaginam este legado, focando fragmentos esquecidos da história. O projecto ressoa em harmonia com o tema geral da Bienal deste ano, “Em Tons Menores”, oferecendo uma meditação sobre compreensão e fusão intercultural no contexto da globalização.
A cerimónia de abertura foi presidida por Li Xiaoyong, Encarregado de Negócios da Embaixada da China em Itália; Zhang Chenggang, Cônsul‑Geral da China em Milão; Loi Weng I, representante do Instituto Cultural da RAEM e Directora Substituta do Museu de Arte de Macau; Feng Yan, representante dos curadores; e Erik Fok Hoi Seng, representante dos artistas. Estiveram também presentes Xue Lijun, Subdirectora Geral do Bauhinia Culture Group Co., Ltd.; membros da equipa participante de Macau; e diversas personalidades do mundo da arte de Itália, China Continental, Hong Kong e Macau.
Wu Li foi uma figura pioneira na troca intercultural durante o final da dinastia Ming e início da dinastia Qing. Viajou para Macau durante o reinado de Kangxi com intenção de seguir para Roma para estudos teológicos. Embora nunca tenha chegado à Europa, residiu em Macau para formação teológica e registou as suas experiências no álbum poético Sanba Ji (Colecção de Poemas de São Paulo), deixando um testemunho vital do papel histórico da cidade como ponto de encontro entre as culturas chinesa e ocidental. A presente exposição gira em torno da vida e produção cultural de Wu Li, empregando a linguagem da arte contemporânea para dar forma tangível à viagem europeia que permaneceu por cumprir há mais de trezentos anos. Os três artistas participantes respondem à jornada transcultural de Wu Li a partir das suas perspectivas distintas: Eric Fok Hoi Seng revisita cenas históricas através de pinturas minuciosas, criando uma disjunção entre o real e o imaginado. O Chi Wai trabalha com imagens e instalação para examinar a fluidez da fé e da cultura. Veronica Lei Fong Ieng tece memória e lugar com sensibilidade perceptiva. A “polifonia” que emerge do diálogo entre estas obras aborda a questão premente de como, num contexto global marcado pela convergência cultural, se pode traçar um caminho para a compreensão intercultural e o auto‑diálogo, permanecendo enraizado nas próprias raízes culturais. Ao fazê‑lo, a exposição oferece também uma nova perspectiva sobre a identidade cultural singular de Macau como fronteira histórica do encontro entre Oriente e Ocidente.
O Instituto Cultural tem vindo a promover de forma activa a participação de artistas de Macau em grandes eventos internacionais de arte, reforçando o papel da cidade como janela vital de intercâmbio e aprendizagem mútua entre as civilizações chinesa e ocidental. Ao organizar exposições no estrangeiro, o IC permite que públicos globais vivenciem o riquíssimo património cultural e o encanto singular de Macau, bem como a sua tradição de fusão entre Oriente e Ocidente.
A exposição Polifonia de Jacone, Exposição de Macau, China na 61.ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia decorre de 9 de Maio a 22 de Novembro de 2026. O espaço situa‑se em frente ao núcleo principal da Bienal, no Arsenale, Campo della Tana, Castello 2126/A, 30122, Veneza, Itália. A entrada é gratuita. Para mais informações, consulte o site do Museu de Arte de Macau em www.MAM.gov.moou a página “Macao Museum of Art” no Facebook.






