Saltar da navegação

Serviços de Saúde: Reforçados os trabalhos de prevenção e controlo do vírus Ébola, apela-se às instituições de saúde e aos residentes para estarem atentos

“Simulação conjunta de prevenção e controlo de doenças transmitidas por contacto” - Os passageiros foram submetidos à medição da temperatura corporal por pessoal de inspecção sanitária dos postos fronteiriços.

Tendo em conta que a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou a epidemia do vírus Ébola em algumas regiões da África como uma "Emergência de Saúde Pública de Importância de Interesse Internacional", os Serviços de Saúde têm mantido elevada importância e acompanhado de perto o desenvolvimento epidémico. Os Serviços de Saúde, em conjunto com outros serviços públicos, estão a promover a prevenção e controlo do vírus de Ébola em Macau, através da implementação de uma série de medidas reforçadas, nomeadamente a prevenção e controlo nos postos fronteiriços, a resposta médica e a nível comunitário, de modo a consolidar as linhas de defesa contra a epidemia, a prevenir a importação de vírus e evitar o risco eventual de transmissão comunitária.

Na segunda-feira (dia 18), o Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ) dos Serviços de Saúde activou rapidamente o mecanismo de contingência e os trabalhos preparatórios para a prevenção desta epidemia, concretizando integralmente as diversas medidas de controlo de infecção e organizando palestras temáticas sobre a prevenção da epidemia destinadas aos profissionais de saúde da linha da frente, com o objectivo de reforçar progressivamente a sua capacidade de resposta dos profissionais de saúde na linha da frente, incluindo: a presente situação epidemiológica do vírus Ébola, o mecanismo de triagem e despistagem, os procedimentos de notificação e envio para análise laboratorial, os controlos de infecção e medidas preventivas, a utilização correcta do equipamento de protecção individual (EPI), entre outros.

Relativamente à prevenção e controlo do vírus Ébola nos postos fronteiriços, os Serviços de Saúde e o Corpo de Polícia de Segurança Pública estão a reforçar, em conjunto, as medidas de prevenção e controlo em conjunto nos principais postos fronteiriços, nomeadamente: todos os portadores de passaporte das regiões afectadas que entram em Macau devem ser submetidos a inquirição e inspecção pelo pessoal de inspecção sanitária dos postos fronteiriços. Caso estas pessoas referidas apresentem sintomas suspeitos de vírus Ébola, devem ser transportadas de imediato para o CHCSJ, a fim de serem submetidas a uma avaliação e a exame mais pormenorizados. As pessoas que não apresentem sintomas serão acompanhadas quanto ao seu estado de saúde.

Além disso, foram elaboradas e executadas orientações e procedimentos para despistagem de casos suspeitos encaminhados dos postos fronteiriços para o hospital. Nos átrios das chegadas aos postos fronteiriços, foram afixados avisos sobre a declaração de saúde por iniciativa própria, alertando os indivíduos sem sintomas, mas com história de residência, de viagem ou de contacto com pessoas relacionadas com regiões afectadas, para a necessidade de declararem a situação por iniciativa própria aos Serviços de Saúde. Esta medida pode intensificar ainda mais o rastreio de saúde para as pessoas provenientes das regiões afectadas ou que tenham sido transferidas para Macau através das respectivas regiões.

É de salientar que Macau estabeleceu um mecanismo aperfeiçoado de monitorização de doenças transmissíveis e de inspecção sanitária nos postos fronteiriços, onde é procedido à monitorização da temperatura corporal e à avaliação de saúde dos turistas nos principais postos fronteiriços, de modo a identificar precocemente os indivíduos com febre ou sintomas relacionados. Em Setembro do ano passado, os Serviços de Saúde realizaram, em conjunto com vários serviços públicos, a “Simulação conjunta de prevenção e controlo de doenças transmitidas por contacto”, com vista a reforçar o sistema de prevenção e controlo de emergências nos postos fronteiriços. Esta simulação teve como objectivo melhorar a prevenção e o isolamento, a coordenação da comunicação, a segurança no transporte e a capacidade de resposta às emergências por partes das instituições médicas, de todos os serviços públicos e do seu pessoal, em resposta a casos suspeitos de febre hemorrágica viral (por exemplo, vírus Ébola, vírus de Marburg e febre de Lhasa), por forma a reduzir o risco de infecção cruzada em situações semelhantes. Através da simulação, os Serviços de Saúde obtiveram resultados significativos em três áreas: aperfeiçoamento contínuo dos planos de contingência, aumento da capacidade do pessoal e reforço da colaboração interdepartamental.

Em relação à resposta médica, os Serviços de Saúde procederam à revisão das orientações de prevenção e controlo do vírus Ébola em vigor e emitiram as mesmas às instituições médicas de Macau. Os Serviços de Saúde alertam os profissionais de saúde da linha da frente para que, quando detectarem doentes suspeitos, consultem, por sua iniciativa, a história de viagem de doentes nos 21 dias anteriores ao início da doença, com o fim de identificar e notificar atempadamente os casos suspeitos. Em simultâneo, o plano de prevenção do vírus Ébola e o plano de contingência foram elaborados e aperfeiçoados de forma contínua, possuindo capacidade suficiente para enfrentar o respectivo risco. Foi igualmente produzido um vídeo explicativo, disponibilizado para consulta por outras instituições médicas e profissionais de saúde, assegurando a divulgação global de informações. Todas as instituições médicas também foram obrigadas a rever as as suas instalações de isolamento, o mecanismo de transferência de doentes e a organização do controlo de infecção, no sentido de garantir que, em caso de ocorrência de casos suspeitos, as medidas de contingência possam ser implementadas de forma rápida e segura, evitando a propagação do vírus no ambiente hospitalar.

Relativamente ao nível comunitário, os Serviços de Saúde têm vindo a reforçar as acções de sensibilização junto do público, através de vários meios, tais como infografia, novos meios de comunicação, entre outros, para que os residentes possam conhecer o actual risco do vírus Ébola, as vias de transmissão e as respectivas medidas preventivas. Apela-se aos residentes para que não se desloquem às regiões afectadas pelo vírus Ébola. Os residentes que viajem para o exterior, em particular, devem tomar atenção à higiene pessoal, e evitar o contacto com os fluidos corporais e os animais selvagens. Após o regresso a Macau, devem prestar atenção ao seu estado de saúde e, em caso de indisposição, devem recorrer de imediato ao médico, informando por iniciativa própria a sua história de viagem.

Os Serviços de Saúde salientam que até ao presente momento, o risco de avaliação do vírus Ébola é baixo em Macau e, devido à incerteza da situação epidemiológica, não irão baixar a sua vigilância, mantendo-se a monitorizar estreitamente o desenvolvimento global da epidemia, com o intuito de ajustar as estratégias de prevenção e controlo em tempo oportuno, e de acordo com as necessidades reais, envidando todos os esforços para assegurar a saúde da população e a segurança da saúde pública.

Ver galeria