No primeiro trimestre de 2026 o volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho cifrou-se em 21,64 mil milhões de Patacas, crescendo 23,0%, em termos anuais e 11,9%, em termos trimestrais, informam os Serviços de Estatística e Censos.
No trimestre em análise o volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho subiu 23,0%, em termos anuais. Realça-se que o volume de negócios de artigos de comunicação (+91,5%) e o de relógios e joalharia (+52,1%) registaram as subidas mais expressivas. O volume de negócios de produtos cosméticos e de higiene, o de vestuário para adultos e o de artigos de couro também ascenderam 27,9%, 25,7% e 20,1%, respectivamente, face ao primeiro trimestre de 2025, porém, o de supermercados diminuiu 5,2%. Depois de eliminados os factores que influenciam os preços,o índice do volume de vendas dos estabelecimentos do comércio a retalho aumentou 16,5% no trimestre de referência, em termos anuais, observando-se os acréscimos mais acentuados nos índices de artigos de comunicação (+88,6%), de produtos cosméticos e de higiene (+29,1%), de artigos de couro (+23,8%) e de vestuário para adultos (+22,0%). Todavia, o índice do volume de vendas de supermercados (-5,4%) baixou.
No primeiro trimestre do corrente ano o volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho cresceu 11,9%, face ao quarto trimestre de 2025. Destaca-se que o volume de negócios de relógios e joalharia (+24,2%), o de artigos de couro (+20,6%) e o de vestuário para adultos (+16,2%) registaram os maiores crescimentos, contudo, o de artigos de comunicação (-19,7%) caiu. Por seu turno, o índice do volume de vendas dos estabelecimentos do comércio a retalho ascendeu 9,0%, em termos trimestrais. Salienta-se que o índice do volume de vendas de artigos de couro, o de vestuário para adultos e o de produtos cosméticos e de higiene subiram 23,4%, 15,7% e 13,6%, respectivamente, enquanto o de artigos de comunicação diminuiu 20,0%.
Nos comentários dos responsáveis pelos estabelecimentos do comércio a retalho sobre previsões para o segundo trimestre do corrente ano, 47,2% dos retalhistas antecipam a estabilização do volume de vendas em termos anuais, 40,3% prevêem a diminuição e 12,5% projectam o aumento. Para o segundo trimestre de 2026, a previsão de cerca de 37,1% dos retalhistas é de que a situação de exploração dos estabelecimentos seja estável, em relação ao primeiro trimestre de 2026, 45,2% dos retalhistas pressupõem uma situação de exploração insatisfatória e 17,7% prevêem uma situação de exploração satisfatória.