Simulacro de evacuação em situações de Storm Surge durante a passagem de tufão, organizado pela PJ, para reforçar o mecanismo de cooperação de emergência criando uma defesa sólida da segurança
Para implementar e promover a directriz de trabalho no que respeito à transformação do modelo de gestão da segurança pública para a prevenção antecipada, fazer melhor o trabalho preparatório de evacuação para prevenção e redução de desastres, a fim de enfrentar as potenciais ameaças da época de tufões, a Polícia Judiciária, realizou, sob a coordenação dos Serviços de Polícia Unitários, o simulacro do “Plano de evacuação das zonas baixas em situações de Storm Surge durante a passagem de tufões” na zona atribuída à PJ para a evacuação (zona C). Este simulacro visa, por meio de operações práticas e exercícios específicos, promover a capacidade de comando de emergência e a eficiência de coordenação das equipas de evacuação, aprofundar a digitalização e a inteligência da gestão de emergências, além de reforçar a comunicação e a cooperação com associações comunitárias, garantindo que os cidadãos conheçam bem os procedimentos de prevenção de desastres e riscos, elevando de forma abrangente a capacidade de resposta a emergências.
Exercício conjunto entre polícia e cidadãos para elevar a intervenção e cooperação em situações de emergência
O simulacro realizou-se na zona atribuída à PJ para a evacuação da área (ou seja, a zona C, incluindo as zonas da Ponte 16, a Rua de Francisco António e zonas leste até ao NAPE), e contou com a presença do director da PJ, Sit Chong Meng, subdirectores Sou Sio Keong e Sam Kam Weng, vários chefes de departamento e divisão e as equipas do plano de evacuação e o Grupo de Negociações para Situações de Crise, num total, por parte da PJ, de 160 participantes. Foram também convidados observadores, entre os quais os representantes de 9 associações cívicas e de moradores da zona atribuída à PJ, contando-se ainda com a participação de diversos moradores nas zonas baixas.
No cenário montado, simulou-se em Macau situações de storm surge durante a passagem de tufão, com o Chefe do Executivo a declarar o estado de prevenção imediata conforme a lei, fazendo-se logo o accionamento do plano de evacuação pelas entidades de protecção civil. De imediato, o Centro de Comando de Resposta a Crises da PJ procedeu ao trabalho de comando e coordenação conforme o plano de evacuação, dirigindo-se então as equipas às zonas designadas para executar as tarefas que lhes competiam, onde foi prestada ajuda aos residentes para que se dirigissem ao ponto de encontro mais próximo e fossem evacuados em segurança para o centro de abrigo. Duante o exercício, o Centro de Comando e o pessoal da linha de frente utilizaram a plataforma “Visual command scheduling system” e telemóveis para executar o trabalho de evacuação, numa forma dotada de capacidade tecnológica, para garantir uma eficácia e precisão na coordenação e comando das operações bem como na distribuição dos recursos policiais. Ao mesmo tempo, perante cenários ocorridos durante operações de protecção civil, como rumores online ou ataques cibernéticos a infraestruturas críticas, a Polícia Judiciária também realizou exercícios específicos sobre análises, esclarecimentos e investigação criminal.
Exercício especial de negociação para resolver de forma flexível crises inesperadas
Neste exercício foi realizada uma simulação específica de negociação de crise, em que uma equipa de evacuação, ao inspeccionar uma loja, encontrou dois turistas retidos em Macau devido ao cancelamento de voos. Inicialmente, por motivos de falta de informação e por ansiedade, recusaram-se a cooperar com a evacuação. A equipa comunicou de imediato ao centro de comando, que enviou ao local membros do Grupo de Negociação para Situações de Crise que são fluentes em dialectos, utilizando técnicas profissionais de comunicação para persuadir os dois turistas. Paralelamente, através do Mecanismo de Comunicação de Segurança estabelecido com o sector hoteleiro de Macau, auxiliaram rapidamente na accomodação dos dois em hotel localizado fora das zonas de inundação. No final, conseguiu-se convencê-los a colaborar com a evacuação, permitindo também que os empregados da loja regressassem a casa com segurança resolvendo adequadamente a crise inesperada.
Revisão e optimização contínua dos planos de contingência para consolidar a rede de segurança de protecção civil
O simulacro decorreu sem sobressaltos e alcançou os resultados esperados. Após a sua conclusão, a PJ procedeu de imediato a uma revisão interna e ouviu as opiniões dos observadores para optimizar os processos de trabalho e os planos de intervenção de emergência. O Director da PJ, Sit Chong Meng, afirmou que com a implementação do plano de evacuação, sob a coordenação dos Serviços de Polícia Unitários, e através da contínua educação preventiva e da realização periódica de exercícios de evacuação, bem como da comunicação aprofundada entre a polícia e os cidadãos, todas as acções de evacuação têm sido concluídas de forma ordenada, segura e célere, com resultados assinaláveis. A PJ espera reforçar ainda mais a articulação entre as autoridades policiais e as associações civis através de exercícios regulares, bem como aprofundar a consciência de vigilância mesmo em tempos de tranquilidade.
A PJ apela ainda aos cidadãos para que, aquando da aproximação de tufões e marés de tempestade, acompanhem atentamente as informações oficiais de protecção civil divulgadas pelo Governo da Região Administrativa Especial de Macau, e não acreditem nem divulguem informações não confirmadas. A criação ou divulgação dolosa de informações falsas implica a correspondente responsabilidade criminal nos termos da lei, devendo o público abster-se de agir em violação da lei. A PJ sublinha que todos os seus efectivos continuam a pautar-se pelo espírito de “lealdade, integridade, diligência” no exercício das suas funções, cumprindo rigorosamente os seus deveres, aprofundando a articulação preventiva com todos os sectores da sociedade, consolidando de forma abrangente a rede de segurança de protecção civil e materializando, através de acções concretas, a nobre missão de “Defender a Pátria e proteger Macau”, envidando todos os esforços para garantir a tranquilidade e estabilidade da RAEM e a segurança da vida e dos bens dos seus cidadãos.
Neste simulacro foram convidadas a tomarem parte as seguintes associações civis e dos moradores (por ordem aleatória) : Associação de Mútuo Auxílio de Moradores de Seis Vias Públicas, abrangendo a Rua dos Faitiões de Macau, Associação de Mútuo Auxílio do Bairro, abrangendo a Rua Cinco de Outubro, Associação de Mútuo Auxílio dos Moradores da Avenida Almeida Ribeiro, Associação de Beneficência de Assistência Mútua dos Moradores das 6 Ruas “Chou Toi”, Associação de Mútuo Auxílio do Bairro, Abrangendo a Rua da Felicidade e Vias Circundantes, Centro de Dia do Porto Interior, Associação de Mútuo Auxílio dos Moradores das Ruas de S. Domingos, dos Mercadores e Vias Circundantes, Associação de Mútuo Auxílio do Bairro, abrangendo a Rua do Campo, Avenida Conselheiro Ferreira de Almeida e Rua da Mitra e Associação dos Moradores da Zona de Aterros do Porto Exterior (ZAPE).
















