Fotografia de grupo do Conselheiro Cultural da Embaixada da China no Brasil, Zhang Zhiyun com a equipa de Macau
O Pavilhão de Macau, que apresenta a exposição “Matéria, Corpo e Linguagem”, estreia-se na 16.ª Bienal Internacional de Curitiba, inaugurada a 14 de Junho na capital do Paraná, sul do Brasil. Esta é a primeira vez que o território marca presença no espaço principal deste importante circuito de bienais latino-americanas, materializando a visão do Governo da RAEM de posicionar Macau como uma“importante ponte crucial, a nível nacional, para uma abertura de alto padrão”e“uma janela importante para o intercâmbio e a aprendizagem mútua entre as civilizações chinesa e ocidental”.
A participação insere-se ainda nas comemorações do“Ano da Cultura China-Brasil 2026”, evidenciando o papel vital e a vantagem única de Macau enquanto plataforma de intercâmbio cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa — uma demonstração prática do seu posicionamento como“uma base de intercâmbio e cooperação para a promoção da coexistência multicultural, com predominância da cultura Chinesa”.
Com curadoria geral de Adriana Almada e Tereza de Arruda, sob o tema "LIMIARES", a Bienal aborda as fronteiras contemporâneas entre o humano e a tecnologia. Em co-curadoria, o Museu de Arte de Macau (MAM), apresenta a exposição “Matéria, Corpo e Linguagem” que reúne três obras encomendadas aos artistas Peng Yun, Bianca Lei (Macau) e Gao Fuyan (Interior da China). Estas peças, anteriormente patentes em "Estou Aqui – Helena Almeida: Presença e Ressonância" (2026) e na mostra principal da "Arte Macau – Bienal Internacional de Arte de Macau" (2025), são agora reenquadradas à luz do tema "LIMIARES", explorando as condições existenciais do corpo, da linguagem e da matéria face ao avanço tecnológico e provocando uma reflexão humanística.
O Conselheiro Cultural da Embaixada da China no Brasil, Zhang Zhiyun, visitou o Pavilhão de Macau, tendo elogiado e reconhecido plenamente o papel do território como ponte nos intercâmbios culturais com a América Latina,reflectindoo compromisso estratégico do governo central em integrar Macau no desenvolvimento nacional.
Realizada pela primeira vez em 1993, a Bienal Internacional de Curitiba é um dos maiores e mais antigos eventos de arte contemporânea da América Latina. A 16.ª edição é realizada em conjunto pelo Ministério da Cultura, Governo Federal - Do lado do povo brasileiro, MON, MAC Paraná e Paraná Festival - Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) - Governo do Paraná e o apoio da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) - Prefeitura de Curitiba.
A Bienal reúne mais de 300 artistas de 38 países em diversos espaços da cidade. Em celebração do "Ano da Cultura China-Brasil 2026", a Bienal reforçou a cooperação com instituições chinesas, estabelecendo parcerias com o Grupo de Artes e Entretenimento da China e com o Instituto Cultural do Governo da RAEM para a criação dos Pavilhões da China e de Macau, fomentando o diálogo cultural, o evento apresenta uma programação diversificada. As obras de Macau e dos demais participantes estão em exibição no Museu Oscar Niemeyer até 15 de Novembro de 2026.



